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DIREÇÃO DE ARTE - CLÁUDIA BRIZA


A artista plástica Cláudia Briza pôde colocar no trabalho de Viva Voz, seu primeiro longa-metragem, um pouco da cidade onde nasceu e vive até hoje. Formada pela Universidade Mackenzie em 1986, Cláudia começou a se interessar por cinema quando trabalhou na Olhar Eletrônico, uma produtora independente que se transformou numa referência de inovação.

Tempos depois, fez cenografia e figurino na TV Cultura para programas como Mundo da Lua, Som Pop e Glub Glub. Paralelamente, ela manteve um estúdio de artes gráficas e nunca deixou de pintar.

Cláudia também já fez a direção de arte de inúmeros filmes publicitários, em diversas produtoras no Brasil e na Europa. Na MTV, trabalhou em vários vídeo-clips, inclusive como diretora. Alguns destes clips foram indicados ao Vídeo Music Awards, como, por exemplo, das bandas Karnak e Pato Fu. Cláudia estreou no cinema com o curta Lápide, também de Paulo Morelli. Seu primeiro trabalho em longa-metragem foi Viva Voz, para o qual ela idealizou um filme com poucas cores, numa palheta que oscilou entre os verdes, vinhos e marrons. “Os cenários, a maquiagem e o figurino tiveram referência nos anos oitenta, sempre pensando em pouca luz e planos fechados para valorizar os diálogos e as saias justas pelas quais passam os personagens. Além disso, foram montados utilizando a parte de serviços dos estúdios da O2. Banheiros, escadas e galpões de contra regra foram maquiados e transformados para que se integrassem na idéia de uma confecção decadente, de segundo porte, nos arredores de São Paulo”, explica. E conclui: “Adorei participar de Viva Voz. E quero investir mais no cinema.”


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