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SOBRE A PRODUÇÃO


“Ver Helen tentando se transformar de garota descolada em mãe é ao mesmo tempo hilário e comovente — é exatamente o estilo de Garry Marshall”, diz a atriz indicada ao Oscar® Kate Hudson e protagonista do novo filme Um Presente para Helen (Raising Helen), de Marshall. “Ele é genial para mexer com esses momentos da vida. Eles soam tão verdadeiros que você acaba simplesmente rindo. Ele é o diretor perfeito para este filme.”

“Eu gosto de comédia com drama e gosto de drama com comédia”, afirma Marshall. “Gosto de trilhar essa linha, de dirigir uma cena engraçada e depois uma cena séria. É possível dizer se você acertou vendo o público: você observa quando eles riem, quando eles choram e, se você conseguiu o equilíbrio certo, as pessoas acabam passando momentos agradáveis.”

“Kate é a atriz certa para este filme e Garry é o diretor certo”, elogia o produtor David Hoberman, que trabalha pela quarta vez com Marshall. “Kate é o tipo de atriz pela qual você torce desde o começo; e ninguém é melhor que Garry — ele tem uma incrível habilidade para criar um equilíbrio entre os momentos em que a platéia chora e os que ela ri. É um dom.”

“Ele é extremamente talentoso”, diz o produtor Ashok Amritraj. “Encontra o humor subliminar em cada situação humana; encontra um modo de transmitir a sensação de vida real. Muito poucos diretores conseguem trabalhar com comédia e drama; Garry faz os dois com perfeição. Este é um filme perfeito para ele.”

“Acho que, essencialmente, ele ama a vida”, continua Hoberman. Ele atrai pessoas e gosta de contar histórias, ele adora pessoas, especialmente crianças. Ele tem mais amigos que o adoram do que qualquer outra pessoa que já conheci.”

“Além disso, mantém o astral do set de filmagem alto”, acrescenta Amritraj. “Mantém os atores animados e felizes; melhor eu nunca vi. Algumas vezes você se pergunta como todo mundo pode se divertir tanto e ainda fazer filmes geniais. É ótimo trabalhar com ele.”

“Este é um roteiro maravilhoso”, diz Marshall. “É engraçado, comovente e, em última análise, é uma visão muito positiva de família. Também mostra o que pode acontecer quando a vida muda repentinamente, o que ocorre com freqüência.

“Surgem muitos filmes”, diz o veterano diretor, “mas no fim das contas você quer escolher algo que prenda sua atenção por um ano inteiro de sua vida. Eu sempre tive simpatia por pais solteiros. Tenho duas irmãs que são divorciadas com filhos e tenho muitos amigos nessa situação. É duro administrar uma família sozinho e, na minha opinião, o filme mostra uma mãe solteira de modo engraçado e positivo.”

Na escalação do elenco de Um Presente para Helen (Raising Helen), Hoberman, Amritraj e Marshall queriam uma atriz que pudesse, não apenas fazer os aspectos cômicos e dramáticos exigidos pelo papel, mas que também conduzisse o filme em cada cena. Eles encontraram isso na atriz Kate Hudson, que mostrou seu lado cômico-romântico no sucesso de bilheteria Como Perder um Homem em 10 Dias (How to Lose a Guy in 10 Days), assim como no papel mais dramático em Quase Famosos (Almost Famous), pelo qual foi indicada ao prêmio da Academia®. “Este é um papel que mostrará a versatilidade de Kate como atriz”, afirma Marshall. “Ela sabe caminhar no limite entre a comédia e o drama melhor que ninguém. Provou sua habilidade levando o filme e aparece em todas as cenas, todo dia. Colocamos muito sobre seus ombros e ela fez um trabalho incrível.”

“Existem certas pessoas que você guarda na memória da sua infância”, conta Kate. “Garry é uma delas. Eu me lembro de sentar no colo dele quando meus pais estavam fazendo um filme com ele — ele me deixava gritar “ação”. Fiquei entusiasmada por Garry querer me dirigir neste filme, 16 anos depois.”

“Cheguei num ponto em Hollywood em que conheço todo mundo, e também os filhos e os netos”, diz Marshall rindo. “Agora, quando Kate grita “ação” comigo, é a continuação do ciclo da vida.”

“Não há muita coisa para ensinar a ela sobre o set de filmagem”, continua. “Ela esteve a vida toda neles e instintivamente conhece bem o cinema. Havia algo especial nela quando criança e fico feliz que tenha seguido a carreira de atriz. Ela sempre tem um ângulo, um toque especial para cada cena, e, como eu, precisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Às vezes é difícil de acreditar que só tem 24 anos. Ela sabe muito para sua idade.”

“É impossível não ficar encantado pelo seu humor natural e por seu jeito adorável de ser que resplandece em seu desempenho”, elogia o produtor Hoberman. “Estávamos convencidos de que ela traria estas qualidades ao relacionamento com as crianças. Este papel lhe deu a oportunidade de crescer como atriz, como aconteceu com outra pessoa com quem trabalhamos há pouco tempo”, recorda ele sorrindo: “Julia Roberts em Uma Linda Mulher (Pretty Woman).”
“Kate claramente chegou como uma das estrelas mais promissoras”, diz Amritraj. “Precisávamos de uma atriz realmente talentosa para interpretar a ampla gama de emoções que o papel de Helen exigia. O calor humano, o senso de humor e o apelo de Kate foram perfeitos para o filme.”

“Eu adoro o personagem”, diz Hudson. “Ela é forte, mas vulnerável e engraçada. É um papel forte. Para minha idade, é raro aparecer um papel tão saboroso assim, especialmente um que passe por tamanha transformação.

“Mesmo no início, quando vemos Helen como uma garota agitada, antes de enfrentar todos os obstáculos, ela ainda está descobrindo quem quer ser”, continua Hudson. “Depois, quando começa a amadurecer um pouco, pode-se ver seu brilho interior.”

Como preparação para Helen, Hudson diz: “Acho que a preparação para este papel veio da minha forte unidade familiar. Nós sempre aprendemos que é possível encontrar graça em tudo e que se deve ter a capacidade de rir de si próprio, mesmo em momentos difíceis. Isso é uma enorme vantagem para ultrapassar quase tudo na vida.”

“Helen é um tipo de papel novo para mim — é um personagem que realmente precisa assumir bem mais responsabilidades”, explica Hudson. “Nós refletimos muito sobre isso, sobre a transformação pela qual ela deve passar. Isto aparece até nas roupas que veste — não iríamos convencer ninguém se Helen fosse uma mãe usando sapatos de salto 8. Ninguém é assim. Mas Garry sabe que isso poderia ser um ponto central para a comédia, conforme ela vai se distanciando do mundo materialista.”

Assim como Kate Hudson era ideal para Helen, Joan Cusack foi uma escolha unânime entre os cineastas para o papel de Jenny, a irmã mais velha de Kate.

Garry Marshall, que trabalhou pela primeira vez com Cusack em Noiva em Fuga (Runaway Bride) diz: “Joan tem um raro talento para interpretar a irmã chata — um personagem que pode obscurecer muitas pessoas — de um modo que a torna divertida e engraçada, até mesmo doce. É difícil achar a dose exata e ninguém faz isso melhor do que Joan.”

O produtor Hoberman concorda inteiramente e observa: “Algumas vezes, quando você escala o elenco de um filme, simplesmente sabe que está certo. E depois, na medida em que faz o filme, percebe que ninguém mais podia ter feito aquele papel. Joan é essa pessoa. Ela usa a medida certa de perspicácia para fazer à irmã certinha de forma a torná-la compreensiva e muito engraçada.”

Joan Cusack abraçou a oportunidade de criar o personagem que investiu a vida inteira em ser mãe. “Há alguma coisa nela que não é muito legal, e isso me agrada”, diz a atriz indicada ao prêmio da Academia®. “Jenny me lembra este momento especial da minha vida. Eu também sou mãe e gosto da idéia de interpretar uma mãe, que, embora não seja tão legal, evolui e acaba se tornando interessante por ser tão bem intencionada. Este papel aborda a importância de criar os filhos, o que, para mim, é a tarefa mais importante da vida. E eu acho que meu personagem faz isso com determinação e senso de humor.”

“Garry tem tanta alegria de viver que isso transparece em tudo que ele faz”, elogia Cusack. “Penso que grande parte das pessoas é profissional e quer fazer um bom trabalho, mas se divertir enquanto está realizando este bom trabalho é outra coisa. Torna o ambiente muito bom e criativo.”

John Corbett, que mais recentemente estrelou o filme independente, recordista de bilheteria, O Casamento Grego (My Big Fat Greek Wedding), assim como as séries aclamadas de televisão Sex & the City e Lucky, deu boas-vindas à oportunidade de trabalhar com Garry Marshall. O popular ator de cinema e de televisão faz o papel do pastor Dan.

“Chuck Minsky, que é cinegrafista de Lucky e de Um Presente para Helen (Raising Helen) me mostrou o roteiro e me indicou para interpretar o pastor Dan. Eu li o roteiro, liguei para Garry, nós nos encontramos e eu falei com Kate, e foi assim”, recorda Corbett. “Venho fazendo o meu trabalho há mais de 20 anos e foi a primeira vez que tive coragem suficiente de pegar o telefone, ligar para o diretor e dizer que queria fazer o filme. Foi muito legal.”

“Em meus filmes todos os homens têm que ser engraçados, bonitos, sensuais e, o mais importante, encantadores. John é tudo isso e… é muito alto. Acho que tem uns 2,10m de altura”, brinca Marshall.

Mesmo que a altura tenha sido um desafio para o casal no filme, suas personalidades combinavam perfeitamente. “Em última análise, eu realmente queria trabalhar com Kate” diz Corbett. “Eu sabia que iria me divertir contracenando com Kate — é como jogar tênis. Você quer jogar com alguém do seu nível, e desde que a vi em Quase Famosos (Almost Famous), sabia que queria trabalhar com ela algum dia.”

“Gosto de trabalhar com Kate”, elogia o ator. “Ela observa e usa tudo ao seu redor. Ela está sentada e de repente diz: ‘Olha aquele cara ali, olha o que ele faz com a perna.’ Algo que a maioria de nós jamais notaria em um milhão de anos. E ela acaba usando isso quando atua.”
Para interpretar as crianças que Helen subitamente vê sob sua responsabilidade, os cineastas escolheram três jovens e talentosos artistas. Hayden Panettiere, de 14 anos, para o papel de Audrey, e os irmãos Spencer Breslin e Abigail Breslin que imitam seu relacionamento na vida real no papel de Henry e Sarah.

Hayden Panettiere explica que Audrey é uma adolescente real com problemas reais dos adolescentes. “Seus hormônios estão fervendo e ela se muda para a cidade de Nova York”, explica. “Seus olhos se abrem um pouco e ela não é mais uma garotinha. Ela começa a sair com o grupo errado e é responsabilidade de Helen ser a mãe que Audrey precisa.
“Este é o primeiro trabalho em que faço o papel de uma adolescente”, diz Panettiere. “Meus papéis até agora tinham sido de meninas travessas — de rabo de cavalo, sem maquiagem e com roupas infantis. Estou feliz de fazer algo um pouco diferente desta vez, mas minha personalidade, eu acho, ainda é mais parecida com a de uma menina travessa.”
“Eu a chamo de Hayden Planetarium”, brinca Garry Marshall. “Nós procuramos uma garota de 16 anos que pudesse interpretar com personalidade. Não estávamos encontrando ninguém e então encontramos uma menina de 13 anos que era perfeita.”

Hayden Panettiere também ficou impressionada com o talento de seus jovens “irmãos”.

“Conheço Spencer e Abigail há muito tempo — nós morávamos em Nova York. Eles são incrivelmente profissionais e preparados — até mais que alguns adultos com quem já trabalhei.”
Spencer Breslin, que estrelou O Gato (The Cat in the Hat), é irmão de Abigail, sua parceira na tela e na vida real, que estrelou junto com Mel Gibson em Sinais (Signs). “Não é muito diferente”, diz o irmão mais velho Spencer. “Na verdade, é bem legal. Não é todo mundo que tem a chance de trabalhar com seus verdadeiros irmãos, interpretando irmãos”, continua o jovem, que trabalha em frente às câmeras desde os 3 anos.

Spencer é muito engraçado — é só dar a ele qualquer tipo de fala e ele a torna engraçada”, conta Garry Marshall. “E Abigail, você não lembra que ela é uma criança. Conheço atores adultos que tem dificuldade de fazer uma cena completa — uma tomada que inclui uma cena inteira — de uma só vez, mas Abigail sempre consegue. Os dois são muito profissionais.”

As cenas externas de Um Presente para Helen (Raising Helen) foram feitas inteiramente em Nova York, que, além de ser a cidade natal de Garry Marshall, também é uma das cidades mais coloridas do mundo. Filmar em locação é como interagir com a realidade, com o cotidiano da cidade, o que, neste caso, ajudou a criar, de modo convincente, o mundo de Helen. “Foi vitalmente importante para nós que as filmagens fossem feitas na cidade de Nova York”, explica Hoberman. “Era importante para a integridade da história mudar visualmente Helen de Manhattan para o Queens.”

O desenhista de produção Steven Jordan explica: “Uma das coisas de que gostei neste projeto foi que, por morar em Nova York, pude caprichar na precisão dos detalhes de todos os apartamentos, especialmente no Queens. Estava procurando o tipo de lugar em que você quase pudesse sentir o cheiro de curry e repolho. Era possível ter uma visão do Empire State Building do fim da rua do apartamento de Helen no Queens, o que para Helen era uma lembrança comovente da vida que levava antes. Quando reproduzimos o apartamento no estúdio, Garry freqüentemente parava no corredor antes de entrar no apartamento e ficava maravilhado com o quanto o cenário o fazia se lembrar de sua casa no Bronx, onde foi criado. Isso foi um grande elogio.”

As cenas feitas em Nova York levaram a produção pelas ruas de Manhattan até o bairro operário do Queens e de volta à realidade do local de trabalho de Helen no Soho. A história cria um arco sutil através da cidade. O apartamento de Helen em Manhattan foi filmado no Greenwich Village, e o Central Park Zoo tornou-se o pano de fundo das cenas entre Kate Hudson, John Corbett e as crianças. O Forest Hills no Queens serviu como a Escola Santa Bárbara, do pastor Dan, e o belo Battery Park é o local onde Helen, Dan e as crianças andam juntos perto da Estátua da Liberdade no final do filme.

“Foi ótimo filmar na cidade de Nova York — uma das melhores cidades do mundo”, diz Hudson. “Quando você filma nas ruas na primavera, à noite com todas as luzes, é uma experiência mágica — você pensa: ‘Uau, este é o melhor emprego do mundo.’ A cidade é muito viva e vibrante.”
A fotografia principal começou em Canoga Park, na Califórnia, que se tornou o endereço da Massey Motors, onde Hector Elizondo dá a Helen um emprego de vendedora de “carros previamente adquiridos.” Andando pela cidade, Garry Marshall filmou no restaurante La Boheme, na badalada West Hollywood; o Pickwick Ice Center de Burbank, é onde John Corbett e Kate Hudson fazem piruetas românticas no gelo; a First Presbyterian Church de Hollywood tornou-se o escritório do pastor Dan e o campus da escola de Audrey, Henry e Sarah. A produção também trabalhou nas ruas residenciais de South Pasadena, onde a casa de Lindsay no subúrbio ganhou vida e também em vários estúdios da Universal.


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